Seminário sobre Bibliofilia

Seminário reflete sobre a memória e a diversidade da bibliofilia no Brasil

por Mauro Bellesa publicado 15/10/2018 12:55 última modificação 30/10/2018 17:29
 
 
Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin; a atuação de José Mindlin (1914-2010) como bibliófilo será um dos temas do encontro

As questões do colecionismo, da conservação e da memória dos livros serão tratadas no seminário Bibliofilia: Circuitos e Memórias, nos dias 12 e 13 de novembro, das 10 às 16h, na Sala Villa-Lobos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

De acordo com a professora sênior no IEA Marina Massimi, titular aposentada da Faculdade Filosofia, Letras e Ciências de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP e uma das organizadoras do encontro, os expositores serão destacados colecionadores ou conservadores de bibliotecas públicas e particulares . "Queremos ouvir suas histórias, aprender com suas experiências, disseminar seus conhecimentos e valorizar suas peculiaridades."(Veja a programação abaixo.)

O evento é aberto ao público e gratuito, mas requer inscrição prévia. Para assistir à transmissão online ao vivo não é preciso se inscrever.

Amplitude amorosa

Segundo Marina, a bibliofilia se nutre do interesse amplo e irrestrito pelas formas e componentes do livro, "mas o bibliófilo não se interessa apenas por uma bela encadernação, por uma impressão de qualidade, por papéis especiais, por ilustrações prestigiosas, ou pela alta tipografia".

O amor ao livro vai muito mais longe, segundo a pesquisadora, e "pode nos conduzir a caminhos tortuosos e menos nobres". Ela cita como exemplos desses caminhos os circuitos dos cordéis e dos alfarrabistas populares, "com suas brochuras grosseiramente empilhadas em estantes de ferro, ou ainda as bibliotecas comunitárias, acomodadas em ambientes nem sempre bem iluminados e salubres". Considera, no entanto, a bibliodiversidade um critério fundamental para a valorização do livro na atualidade.

Ao tratar dos caminhos e descaminhos do colecionismo, a intenção é reforçar os laços com os livros e com as instituições e pessoas que os preservam, afirma Marina. "Isso se faz necessário porque o circuito da memória não pode ser insensível a toda forma de difusão e preservação do conhecimento, tampouco às diferentes manifestações de amor ao livro e à cultura".

Além de Marina, participam da organização do evento dois docentes do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP: Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho. A  realização é do Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento do IEA, coordenado por Marina, e da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP, com apoio do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (Nele) da USP.

Programação

 

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