Papel e "Storage" do Arquivo Nacional

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PAPEL

O papel usado na restauração de documentos do acervo é fabricado na própria sede do Arquivo Nacional. A instituição possui, desde 1990, uma fábrica de papel que é o único produtor do país de massa de celulose de alta qualidade, beneficiada por refino e tingimento, com as características ideais para a reconstituição física de documentos com perda de suporte. O produto é cedido a arquivos estaduais de todo o país e outras instituições públicas que façam restauração de documentos.

Além de garantir as atividades de conservação e preservação de documentos, a iniciativa ainda é sustentável. O engenheiro químico Anivaldo dos Santos Gonçalves, responsável pela iniciativa, calcula que 70% da matéria prima do material vem da reciclagem de papel.

Em parceria com a Casa da Moeda, a instituição ainda vem realizando testes para o aproveitamento de aparas de papel moeda. A fábrica também produz papéis especiais para a encadernação de livros, acondicionamento de documentos e outros.

A seguir, algumas dúvidas respondidas pela equipe do AN via Facebook:

Pergunta 1: O AN pode comercializar este papéis a profissionais autônomos?

Resposta AN: Os papéis fabricados no Arquivo Nacional são utilizados na preservação do nosso acervo, não podendo ser comercializados. Em caso de instituições públicas parceiras, fornecemos a celulose refinada e tingida, para restauração de seus documentos.

Pergunta 2, de Tiago Fappi: É utilizado em substituição ao papel japonês?

Resposta AN:Produzimos papéis utilizados na encadernação e restauração de documentos. Em caso de reintegração de documentos mais fragilizados, confeccionamos uma folha de 6g, utilizada para fazer uma velatura em substituição ao papel japonês. Em casos de pequenos reparos, ainda utilizamos o papel japonês.

  

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STORAGE

O Arquivo Nacional acaba de receber mais um Storage de 240 Terabytes atingindo a capacidade de armazenamento de dados em 1,07 Petabytes. Com esta capacidade estará assegurado, para os próximos três anos, o espaço necessário para os acervos que estão sendo digitalizados. Até o momento, cerca de 30% dos fundos existentes na Instituição já foram digitalizados completamente ou estão em processo de digitalização, dos quais 65 fundos, públicos e privados, foram objeto de pesquisa e análise pela Comissão Nacional da Verdade para feitura de seu relatório final, com mais de 12 milhões de imagens, correspondentes a 1 km linear de documentos.

  

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